domingo, 22 de novembro de 2009
haikai?
terça-feira, 17 de novembro de 2009
desde que voltei do Rio não tive um único sonho bom. o pior, de tudo, é que em muitos deles eu sabia, em alguns momentos, que estava a sonhar mas simplesmente não conseguia acordar pra me livrar do mal estar.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Je m'appelle...
Liguei pra minha avó, para perguntar algumas coisas sobre os descendentes italianos:
- Vó, de que parte da Itália vieram seus pais?
- De nenhuma, a minha mãe era filha de franceses e, meu pai, de caboclos, mesmo.
E eu levei 30 anos pra descobrir isso.
passa amanhã.
Tenho realizado as mesmas atividades há meses. E aí que alguns procedimentos são praxe. Como, por exemplo: se um documento tem uma data, um outro documento, que é parte do processo, precisa ter data igual ou posterior. Isso é regra. Fazemos isso constantemente. Eu e o povo pra quem dou suporte.
Temos este cliente, que não enviou um outro documento e cujo documento onde deve conter data estava errado. Pedi à agencia que providenciasse o que faltava e corrigisse o errado. Corrigindo o errado, a data seria alterada e aí, o documento que acompanha o que vem com data (e que é feito pela agência) também teria de sofrer alteração, uma vez que, como bem sabemos, a data precisa ser igual ou posterior à do cliente.
Acontece que, ao pedir a correção do documento do cliente, não mencionei que o documento da agencia também precisaria ser alterado. Porque, pra mim, isso é ÓBVIO, já que é um procedimento realizado diariamente e cuja regra todos conhecem.
Mesmo assim, a sujeita não enviou o documento da agencia. E, portanto, tive de cobrá-la, já que não poderia prosseguir.
A sujeita, ao receber meu pedido, ficou puta. Mudou o tom de voz e me tratou com grosseria, foi ríspida.
Aí eu me pergunto: estamos no jardim de infância e eu me esqueci? Somos adolescentes e eu me esqueci?
Não, minha gente. Somos todos adultos. O problema é que tem gente que não sabe ser profissional.
E eu, euzinha, tenho de aturar isso. Eu, claro, tenho de exercitar minha paciência e o MEU profissionalismo e relevar, afinal, coitada. A mal amada e mal comida é ela (oi? ela?) e nada tenho a ver com isso. Estou apenas fazendo meu trabalho.
Pau no cu, sabe. No dela.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
"Não doía... mas de repente a pessoa ficava com um pedaço a menos. Algumas pessoas atiravam-se de propósito lá para dentro, ao verem que o nada se aproximava demais. É que o nada exerce uma atração irresistível, tanto mais forte, quanto maior é o lugar." [A História sem fim, de Michael Ende.]
louca.
Você percebe que a neurose jamais será extirpada de seu ser quando, ao ver um filme que adora e observar o apartamento lindamente decorado da personagem principal, cheio de livros, quadrinhos, badulaques, móveis e tudo o mais, pensa: ‘karalho, como é que ela faz pra limpar tudo isso?’.
sábado, 7 de novembro de 2009
ah, se eu soubesse...
na próxima encarnação eu juro que, aos 18 anos, não serei tão teimosa e prepotente. viu, deus? tá me ouvindo? eu to jurando, me cobre, por gentileza.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Eu deveria escrever sobre a viagem, mas não vou.
Prefiro refletir sobre a dificuldade que tenho para ser imparcial e respeitar os limites e limitações alheios. Não significa que eu invada espaços, que fique gritando minhas verdades o tempo todo, mas, sim, que é muito, muito, muuuuito difícil ver certas coisas, comportamentos, padrões com os quais discordo completamente e fazer cara de paisagem. Se eu fosse ainda uma adolescente talvez berrasse e dissesse aquilo tudo que me vem à ponta da língua. Mas agora sei que não posso fazer isso, a não ser que tenha abertura para tanto. Então, o esforço concentra-se em aprender a ficar calada, aprender a respirar beeeeem fundo e compreender que os padrões e comportamentos e limitações que me irritam pertencem ao outro, e não a mim. E que minha vida já é por demais cheia de pendengas a resolver para eu me abalar a resolver as alheias.
Mas olha, vou te contar, é foda.
Apenas uma observação, ‘a título de’ comentário inútil e dispensável: adoro o Rio de Janeiro. Desde a primeira ida me encantei pela a cidade e comecei a cogitar a possibilidade de me mudar pra lá. A cidade, apesar dos problemas – que todo grande centro possui – é ótima. O que não é ótimo são os cariocas. Sim, isso é uma generalização feita a partir de minha experiência com uma parcela ínfima dos ‘cidadãos cariocas’. Mas olhando ao redor e vendo que essa parcela ínfima se relaciona “harmoniosamente” em comunhão com outros tantos conterrâneos a conclusão é que se existe bicho escroto, ele pode atender pela ‘alcunha’ de carioca. Ah, vale ressaltar: carioca-macho. Nojo, sabe? NO-JO.
Então vou ali, voltar à realidade – que nem é das melhores, mas é a que ocupa minha mente, mantém minha sanidade e paga minhas contas.
Obrigada.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
por mais que goste de viajar, normalmente, às vesperas da viagem, fico assim, meio 'sei lá'. um cansaço de pensar no desconforto, nas horas de viagem, no desconhecido que pode acontecer, nos dias na casa alheia com pouco espaço.
sábado, 19 de setembro de 2009
não tem pressa, ele pode esperar. em silêncio.
pronta da silva xavier, esperando minha carona pra ir fotografar um aniversário - \o/.
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você.

